“VEIAS TOCADAS DO TEMPO” na Amazon

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Meu primeiro romance acabou de ser publicado pela Amazon.

A busca de si mesmo, de grandes amores e de uma Terra sem fronteiras. É uma história que envolve a morte brutal de um filho, um hospital que exalta a vida com conhecimentos milenares e a organização internacional Free Borders derrubando muros entre países. Tira o fôlego, diverte, faz pensar, vai em busca de um futuro que já está acontecendo.

Muita gratidão a quem ler essas palavras e tiver a curiosidade de ler o livro. Será muito bem-vindo! Trocar experiências através das letras é maravilhoso!

Quem gostar e puder divulgar nas redes sociais agradeço ainda mais!

Este é o link para adquirir o livro. Fique à vontade:

https://www.amazon.com.br/dp/B01N68PK7E/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1480103101

 

 

AOS MESTRES DO BRASIL

monica-t-maia-professorMonica T Maia, com arte desenvolvida por Léo Brittu.

 

São eles, professores e professoras do Brasil, os mestres do incentivo à imaginação. Tornam-nos cidadãos melhores.

Afinal, como bem disse o grande Einstein, “O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando à luz a evolução. Ela é, rigorosamente falando, um fator real na pesquisa científica”.

Parabéns a todos os mestres!

NA DIMENSÃO ESTRELADA

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A morte do ator Domingos Montagner é mais uma certeza da nossa impermanência.

De que somos finitos no corpo físico.

De que os prótons, elétrons e nêutrons que nos formam se volatizam em algum momento.

De que a morte é a única certeza que todos nós temos.

Mas as pessoas sempre se chocam.

As pessoas se chocam ainda mais quando a morte atinge alguém jovem.

Ou alguém no ápice do sucesso.

Lembro-me do dia 1º de maio de 1994. Repórter do jornal O Globo, deveria acompanhar naquele domingo um candidato à Presidência numa visita a Campos. Não existiam celulares. Mal cheguei e a TV anunciava: o piloto Ayrton Senna tinha acabado de bater no muro da pista de Imola, na Itália. E o Brasil parou. Consternado. Nós, jornalistas, regressamos às redações. Acho que foi o fechamento de uma edição de jornal mais emocionante que já fiz. Todos derramaram lágrimas, mesmo as mais discretas, internas. Todos, mesmo os jornalistas muito experientes e cansados de guerra.

Sim, ficamos chocados quando a morte pega alguém que deu bom exemplo, que nos proporcionou alegrias.

É como se cada um de nós ficasse menor, mais pobre emocionalmente, como se a energia daquele Ser fosse nossa.

Acredito nisso. Acredito que ficamos chocados e tristes não só porque alguém se foi. Ficamos chocados e tristes porque uma parte de nós fica incompleta.

Sentimo-nos vulneráveis. Sentimo-nos do jeito que realmente somos: seres que chegam e têm alguma data para partir.

Todos temos data para partir.

Os colegas de Domingos Montagner dizem que ele foi um grande cara, humanizado. Ayrton Senna deu exemplo internacional e deixou uma herança inestimável de ajuda aos que têm talento e poucos recursos.

São esses os caras que fazem mais falta. E talvez isso explique um pouco porque retornam mais rapidamente.

Não dá para mensurar a dor das famílias.

Só dá para dizer: eles fizeram diferença.

E, por isso, sentimos muito.

E, por isso, imaginamos que, depois dessas experiências, seus corpos energéticos ficaram muito mais fortes e vivem na dimensão estrelada.

Monica T Maia

DINHEIRO OU AMOR?

Nebulosa Jolie

Faz um tempo, a Rosa Lauren, do CHARME HAUT, fez essa pergunta:

“Na sinceridade , você acha que dinheiro é mais importante que amor?”

E, agora, alguns amigos acharam que deveria publicar minha resposta novamente:

 ‘Não gosto dessa comparação.

Os maiores índices de suicídio do planeta são registrados em países muito bem resolvidos financeiramente.

Mas o que pensa uma mãe que não tem comida para o seu filhinho que berra de fome?

Acho que dinheiro sustenta necessidades básicas no mundo da matéria.

Sustenta também um belo vestido para levantar a auto-estima.

Mas o vestido vai ficar largado, melancólico, num cabine, se em torno dele não se criar o Amor.

Essa é a força mais poderosa do planeta.

O dinheiro deveria servi-lo, como tudo mais.’

 Monica T Maia

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O ORGULHO DE SER BRASIL

Monica T Maia

Gostaria imensamente, Brasil, que, enfim, você se rendesse.

A você mesmo.

Esse mulato, negro, pardo, branco, índio, amarelo, de qualquer cor.

Ao Brasil que não é inzoneiro, afetado, mexeriqueiro.

Gostaria imensamente, Brasil, que você assumisse quem realmente é.

Umas das nações mais ricas e belas do planeta.

Gostaria imensamente, Brasil, que você deixasse de ter vergonha de si mesmo!

Gostaria imensamente, querido Brasil, que você se olhasse no espelho com olhos de ver.

Que, sim, enxergasse que têm problemas como a maioria dos países do mundo.

E, sim, parasse com essa mania de se menosprezar, de se diminuir, de espalhar aos quatro ventos que não tem jeito!

Sabe Brasil, tem mendigo no Central Park, tem desempregado em Londres, tem miséria absoluta na Índia, na Albânia, no Azerbaijão. Têm guerras pavorosas em vários cantos do globo.

Mas essas notícias não se multiplicam por aí.

Claro que não! Os povos dos outros países têm orgulho de terem nascido onde nasceram!

E tentam resolver isso dentro de casa.

Para o planeta fazem a propaganda do que têm de melhor.

E assim atraem o melhor.

Gostaria imensamente, Brasil, que você arrancasse a máscara de vez!

E se assumisse! E abusasse do seu talento, da sua alegria, da sua determinação, da sua capacidade de transformação!

A lindíssima, étnica e multicultural festa das Olimpíadas Rio 2016 foi um show!

Por duas semanas, um exemplo para a Terra inteira do contato de uma Nação com a sua origem real.

Uma Nação que promove sementes do amanhã.

Uma Nação que dá exemplos diários de pacifismo!

Que outro povo assiste tantos descalabros na administração pública?

Ah Brasil, você andava muito perdido.

Autoflagelando-se.

Sentindo-se diminuído ou vítima.

Com a autoestima lá no pé…

Deixa disso!

Devemos ter orgulho de nós!

Somos criativos, sérios, sensacionais!

Somos todos os povos num povo só.

Todos, vamos dar as mãos e, unidos, enfim, fazer dessa a grande Nação que é.

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O LINDO MENINO DE 5 ANOS DA GUERRA DA SÍRIA: QUEM É REFUGIADO EM SUA PRÓPRIA CASA?

Monica T Maia

A imagem do menino de apenas 5 anos coberto de sangue que corre o mundo faz-nos chorar. Muito. A guerra na Síria, a guerra em qualquer lugar, por qualquer motivo, deveria ser ficção longínqua num planeta civilizado.

Só consigo chorar. Com uma tristeza profunda pela desumanidade. Nenhum motivo existe para a matança de povos inteiros. E já morreram 250 mil pessoas nesse confronto, dezenas de milhares de crianças. São, hoje, 11 milhões de desabrigados!

A mãozinha cheia de sangue que, em completo silêncio e com a perplexidade sentida no olhar, o menino passa no rostinho ainda mais sujo de sangue, deixa-nos completamente sem palavras.

https://www.youtube.com/watch?v=IU0ZzABoft4

Apenas publico mais uma vez o que já escrevi em outubro passado. É só comparar os números da inércia internacional diante da barbárie:

“É o assunto do momento. São pixels e mais pixels de pessoas desesperadas procurando um lugar para viver. A “crise dos refugiados” me leva a um mundo primitivo, onde não há Amor real. Onde os sentimentos que realmente trazem felicidade simplesmente não existem – liberdade, igualdade, fraternidade.

É muito grave essa crise. Expõe a céu aberto o pior da humanidade.

E, quem sabe, o seu melhor: parece haver um esforço do governo da Grécia de abrigar pessoas de maneira honrada. Na reunião entre líderes de países europeus, no último fim de semana, os gregos disseram que não farão ‘campos de concentração’ para os imigrantes. A pequena Grécia, que está vivendo uma forte crise econômica, mas que foi o solo de Sócrates, Platão, Pitágoras e Péricles. Algo dessa herança, de alguma maneira, está reverberando nesse momento.

Desde janeiro, bem mais de 350 mil seres humanos fugiram da carnificina no Oriente Médio. Demorou a cair a ficha de governantes da Europa. Está demorando a cair a ficha de todos nós: cercamos nossas casas de grades na ilusão de que ficaremos ‘a salvo’. Tentamos blindar nossos corpos, mas nunca conseguimos blindar nossas almas. Enquanto existir uma única pessoa sem pão, sem teto ou sem dignidade no mundo, estaremos em ‘perigo’. Exatamente porque a verdadeira segurança é uma rede energética, com todos interligados, se protegendo e se amparando.

Tenho certeza de que, no meio do caos, há pessoas prestando toda a ajuda possível, independentemente de credo ou nacionalidade. Tenho certeza de que ainda conheceremos belas histórias de abnegação e compaixão, que estão sendo vividas nesses meses. De uma família alemã que adotou três crianças sírias que perderam os pais no Mediterrâneo; ou de um milionário austríaco que, inspirado em Mozart, construiu uma linda edificação para muitos imigrantes e propiciou-lhes chances de emprego. Ou de um grupo que, da América do Sul, enviou diária e anonimamente doses generosas de fótons coloridos para os desabrigados. Esses gestos são constantes nas crises. Só são muito pouco ou nada divulgados.

Só se fala em refugiados… Passados longos 4 anos do início da guerra civil síria, que já gerou a morte de mais de 300 mil pessoas nos dois hemisférios.

Na verdade, demoraram muito a falar em refugiados. E só falaram porque uma multidão procura a Europa pelo mar.

Para onde iríamos se jogassem uma bomba em nossas casas? Para outra galáxia? Não conseguimos ainda nem fazer um foguete espacial tripulado que ultrapasse a Lua…

Refugiados?
Quem é refugiado em sua própria casa?
A Terra é a casa de todos nós.”

TERAPIA DAS NOSSAS DIFERENÇAS

Monica T Maia

 

Estamos em terapia. Sempre.

Somos seres incompletos de nós mesmos. Ainda vivemos em um mundo de competições, conflitos, confrontos.

Ainda temos dificuldades gigantescas de ligar-nos uns aos outros, mesmo estando aprendendo que somos – e sempre seremos – diferentes uns dos outros.

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